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Não entre em roubada !!

September 27, 2016

Rio de Janeiro - 3º feira

 

A idéia dessa coluna é criar um espaço para orientar os corredores sobre quais provas são indicadas nesse nosso calendário nacional que vem crescendo mais a cada dia. 

 

Convidei meu amigo Cristiano Marcelino, que é super experiente para me ajudar ... e ele me passou esse texto com algumas dicas bacanas.

 

 

NÃO ENTRE EM ROUBADA

 

A proposta deste texto é alertar sobre a qualidade ‘duvidosa’ de algumas provas Trail Run que possuímos aqui no Brasil.

 

Sou Ultramaratonista e tenho em meu currículo algumas das mais importantes provas do mundo tais como Ultra-Trail du Mont-Blanc (170k, França-Suiça-Itália), Badwater Word’s Toughest (217k, EUA), Brazil 135+ Ultramarathon (280k, Brasil), Ultramaratona dos Anjos (235k, Brasil), La Misión Race (160k, Argentina), Patagonia Run (100k, Argentina), El Cruce de los Andes (100k, Chile-Argentina), entre outras.

 

 

 

 

 

 

Foram 38 Ultramaratonas, sem contar as Maratonas e provas menores. Com isto já pude vivenciar diversas realidades de provas aqui no Brasil e fora do país, com diversos níveis de organização e também complexidade técnica e logística de percurso e de organização geral. Além disto sou diretor da Nit2Sports Eventos Esportivos, que organiza corridas Trail e de rua, que me possibilita colocar em prática estas vivências aprendidas nos muitos eventos.

 

Aqui no Brasil temos atualmente um crescente número de provas de Trail Run, isto é muito bom, pois poucos anos atrás a quantidade era limitadíssima. O lado bom disto é que podemos escolher bem qual prova queremos competir – ou participar, sim os organizadores devem pensar desde o primeiro até o último atleta no percurso, para que a qualidade da prova seja a mesma para todos. Mas temos o lado ruim, que são algumas provas de qualidade ‘duvidosa’ ou mesmo muito ruins que surgem no território nacional. Na verdade tenho certeza que dentro do Trail Run existe uma variedade grande de tipos de prova.

 

Não é somente a distância da prova que se deve levar em conta, mas o tipo de piso do percurso, perfil altimétrico, clima, suporte oferecido pela organização, suporte externo permitido, entre outras variáveis. Se o atleta não prestar atenção em um os mais destes itens quando escolher sua prova, pode ser que ele saia da prova – finalizando ou não, com muitas reclamações, porém muitas destas o culpado é o próprio atleta.

 

Acredito que o website do evento deve contar todas as informações sobre a prova e que os organizadores devem cumprir isto com todos os detalhes. Cabe ao atleta se adequar a tudo o que a prova oferece, mas é claro que os organizadores devem estar abertos a sugestões para melhorar o evento para seu público.

 

Já competi em muitas provas Trail que tenho certeza que não volto nelas e em outras fico receoso de voltar, quase sempre por falhas na organização. Ainda bem que isto é superado pela minha lista de provas que tenho um prazer grande em voltar, algumas não voltei por falta de oportunidade e adequação no calendário.

 

Uma característica a se notar é que as provas Trail de menores distância aqui no Brasil tem uma qualidade maior, visto que a logística é mais fácil e também acaba sendo mais rentável aos organizadores. Mas proporcionalmente quando as distâncias vão aumentando aí que surgem os problemas e muitas provas deixam bastante a desejar.

 

Irei dar alguns nomes agora para você ficar alerta e seguir de exemplo, somente de algumas que já competi, fique de olho que em alguns casos as provas trocam de nome, de distância, de percurso ou fazem novas provas, mas os organizadores persistem em desagradar muitos atletas. Não é que você não deva ir nestas provas, mas preste atenção nestes pontos:

  • Ultramaratona do Anjos (235k, Ultrarunner Eventos): problemas com resultados, com marcação de percurso e sobretudo com pontuação prometida para Ultra-Trail du Mont-Blanc;

  • XTerra Endurance (80k e 50k, X3M Sports Business): problemas com hidratação e premiação;

  • Brazil 135 Ultramarathon (280k e 217k, Mario Lacerda Eventos): problema com marcação de percurso e apoio da direção de prova;

  • Ultra Desafio AsCoM (80k, Associação de Corredores de Macaé): falta de estrutura e logística.

Fora isto, muito do que se reclama é o clássico ‘mi mi mi’ de reclamações infundadas por parte de atletas que escolheram erradamente a prova e esperavam ter um retorno diferenciado do evento.

Um grande dica é: veja quem já participou nas edições anteriores da prova que deseja fazer e procure conversar com estas pessoas, fale seus objetivos ao se inscrever na prova para ver se será adequada a eles. Se a prova for a primeira edição, procure saber qual empresa é organizadora e qual o histórico dela, isto será um bom começo.

 

Estou disponível para falar detalhadamente de cada prova que já fiz e ajudar a você tomar sua decisão.

Um grande abraço e nos vemos nas trilhas.

 

 

Cristiano Marcelino

ULTRAMARATONISTA

CREF: 26.583-G/RJ

Bacharel e Licenciado em Educação Física – Mestre em Ciências, M.S.

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